Estudos sobre a revitalização do Terminal Barra Funda

Este estudo se propõe a encontrar uma solução possível para a revitalização e melhora na circulação do Terminal Barra Funda. A proposta é criar uma nova cobertura para o terminal, criando novos acessos de pedestres para as estações de trem, metrô e ônibus, além de criar uma área verde para a região, que não dispõe de outras opções próximas. Essa cobertura também irá captar águas pluviais, reduzindo o problema recorrente na região: as constantes enchentes, que existem em função da altíssima taxa de impermeabilização do solo. A estrutura escolhida será composta de laminado soldado em estrutura metálica em aço, por ser mais racional, leve, flexível e reciclável, podendo ainda conciliar a implementação da obra sem o fechamento do terminal. Juntamente a outras ações irá colaborar com a revitalização da região atualmente degradada.

Palavras-chave: Racionalização, Urbanização, Sustentabilidade, Terminal Barra Funda.

1 INTRODUÇÃO

A região da Barra Funda, central e vital na cidade de São Paulo, está carente de atenção. Problemas em relação à circulação de pedestres, dificuldade de acesso aos terminais de trem, ônibus e metrô, falta de áreas verdes e de convivência e entorno degradado são notórios. Há uma necessidade latente de revitalização de toda a área, a começar com o próprio Terminal Barra Funda.

Ao redor do mundo vemos muitos centros urbanos restaurados e bem cuidados, as antigas estações de trem são referência para os habitantes e turistas e em São Paulo não temos essa “tradição” ainda. Essas áereas precisam ser revitalizadas, o que atrai a população e os investidores, gerando atividade cutural e renda para a cidade.

“Uma verdadeira revitalização urbana através da cultura seria aquela que [...] reinstaurasse nova vitalidade tanto urbana quanto cultural à área de intervenção, através das mais diversas iniciativas culturais, não necessariamente grandes projetos ou obras, mas que, no entanto, incorporem também a população e a cultura local.” apud VAZ E JACQUES, Espaço & Debates. “A cultura na revitalização urbana – Espetáculo ou participação?”, n. 43-44, p. 134, 2003. Retirado do site www.revistausp.sibi.usp.br

O crescimento desordenado e a falta de planejamento deixaram a região da Barra Funda com glebas de difícil acesso, muito ineficientes hoje. Essa região dispõe de imensas áreas impermeáveis, que impossibilitam a drenagem das águas pluviais, fazendo das enchentes uma constante. A única área verde no entorno do terminal é o Parque da Água Branca, com apenas 79 mil metros quadrados de área verde de um total de 127 mil metros quadrados de parque. Em um raio de 5 km não há qualquer outra área verde significativa, sendo o Parque da Luz e a Base Aérea de Marte as áreas verdes mais próximas.

2 PROPOSTA

Dentre todos os problemas apresentados, faz-se necessário mais de um projeto e neste estudo a proposta para o Terminal Barra Funda é refazer a cobertura do terminal, permitindo que esta cobertura seja um parque suspenso onde os usuários possam deslocar-se com mais liberdade e espaço entre as estações. Esta estrutura receberá duas passarelas que terão seu início nas avenidas Antártica e Pacaembú. As passarelas também serão parques lineares suspensos, ocupando a área das linhas de trem que serão desativadas. Serão propostos acessos por escadas e elevadores em pontos estratégicos que levarão os usuários até o terminal através da cobertura verde.

O objetivo de criar novos acessos ao terminal e de refazer a cobertura é melhorar a distribuição e circulação de pedestres, contribuir com a drenagem, através da captação de águas pluvias desta estrutura, além de revitalizar a área do terminal, do Memorial da América Latina e todo seu entorno.

Com a inauguração de novas linhas e estações de metrô, assim como a restauração de antigos prédios, novo calçamento e reforma das estações de trem temos um conjunto que trará a revitalização de toda a área. Junto a isso seria importante ter mais áreas permeáveis nos espaços públicos e novas leis com taxas permeáveis maiores e maior fiscalização nas novas construções.

3 ESTRUTURA

O sistema proposto é a estrutura composta de laminado soldado em estrutura metálica em aço, um sistema de produção industrial. Cada etapa de fabricação e montagem prioriza a otimização dos recursos materiais com melhor aproveitamento e baixo índice de perdas. As estruturas metálicas permitem uma melhor racionalização de todo o sistema estrutural. Estruturas metálicas são construídas rapidamente, reduzindo o custo e o tempo de construção pela metade. A pré-fabricação garante uma maior precisão e maior qualidade do trabalho executado.

A maior leveza das estruturas metálicas reduz o impacto na fundação e permite reduzir as dimensões desta, graças a sua relação entre resistência e peso. A pré-fabricação das estruturas contribui para um ambiente de trabalho mais limpo e com maior segurança, minimizando os níveis de ruído e poluição no estaleiro da obra. Os componentes das estruturas metálicas são entregues na obra de acordo com a demanda, minimizando a área de armazenamento no estaleiro.

Uma estrutura metálica tem vários componentes, tais como: chapas de ligação, parafusos, chumbadores e perfis. Os perfis de utilização corrente são aqueles cuja seção transversal se assemelha às formas das letras I, H, U e Z, e L. Eles podem ser obtidos diretamente por laminação ou a partir de operações de: conformação a frio, soldagem ou eletro-soldagem de chapas. São denominados, respectivamente, de perfis: laminados, formados a frio, soldados e eletro-soldados.

As estruturas são afetadas pela corrosão. Existem formas de minimizar o efeito da corrosão como a especificação de materiais, projeto, execução, proteção, manutenção, etc. Para o aço deve se cuidar do projeto, proteção, galvanização, pintura ou utilização de aços de alta resistência à corrosão atmosférica. As estruturas, de qualquer material, perdem capacidade resistente a altas temperaturas. Não importa o custo da estrutura e sim as vantagens agregadas ao empreendimento.

(Perfil soldado é o perfil constituído por chapas de aço estrutural, unidas entre si por soldagem a arco elétrico. Esses perfis são largamente empregados na construção de estruturas de aço, em face da grande versatilidade de combinações possíveis de espessuras, alturas e larguras, levando à redução do peso da estrutura, comparativamente aos perfis laminados disponíveis no mercado brasileiro. O custo para a fabricação dos perfis soldados, no entanto, é maior do que para a laminação dos perfis laminados. São produzidos pelos fabricantes de estruturas metálicas a partir do corte e soldagem das chapas fabricadas pelas usinas siderúrgicas. O material de solda, seja a soldagem executada por eletrodo revestido, arco submerso ou qualquer outro tipo deve ser especificado, compatibilizando-o com o tipo de aço a ser soldado, isto é, deve ter características similares de resistência mecânica, resistência à corrosão, etc.

Perfis laminados são aqueles fabricados a quente nas usinas siderúrgicas e são os mais econômicos para utilização em edificações de estruturas metálicas, pois dispensam a fabricação “artesanal” dos perfis soldados ou dos perfis formados a frio. Por se tratar de um perfil fabricado diretamente na siderúrgica, há dimensões padronizadas e o projetista fica restrito a essas dimensões. Se houver necessidade de perfis de dimensões diferentes das padronizadas, podem ser utilizados os perfis formados a frio ou soldados em substituição ao laminado.) sic Fernanda Otávia Dias Amadio Nascimento retirado do site http://www.fernandanascimento.com.br/ AULA_01_ESTRUTURAS_METALICAS.pdf em 28/08/2011 às 10:33

3.1 Agilidade: ganho em cronograma de execução de obras. Esse é o grande trunfo da construção em aço. As equipes de terraplenagem e fundação trabalham no canteiro, enquanto as estruturas metálicas são fabricadas. A única etapa de construção é a montagem da estrutura, rápida e ágil com o auxilio de equipamentos de içamento e ligações aparafusadas.

3.2 Qualidade: o controle de qualidade se inicia na produção da matéria-prima, que conta com um rigoroso controle de qualidade nas usinas siderúrgicas. As estruturas metálicas são produzidas com materiais certificados e qualificados, dentro dos padrões e tolerâncias de medidas especificadas pela ABNT, com processos de controle de qualidade em cada etapa de produção: corte, solda, limpeza superficial e pintura.

3.3 Sustentabilidade: o aço é um material 100% reciclável e as usinas produtoras da matéria-prima utilizam material reciclado na sua produção. Todas as estruturas metálicas poderão ser 100% recicladas quando atingirem o fim de sua vida útil ou da sua aplicação. Apesar do alto gasto energético em todo o processo de fabricação a durabilidade em longo prazo e pouca manutenção compensa.

O piso das passarelas terá uma camada de concreto impermeabilizado e será elevado para a passagem de cabeamentos elétricos e da tubulação hidráulica para a drenagem e captação de água.

A iluminação será toda em LED tanto na circulação quanto na iluminação da parte inferior da estrutura. As plantas utilizadas serão gramíneas, arbustos, bordaduras e forrações nativas, diversas espécies de diferentes texturas, cores e tamanhos que necessitam de pouca manutenção.

4 CONCLUSÃO

Existem hoje outros exemplos de jardins suspensos, assim como o High Line, na cidade de Nova York. O antigo trilho suspenso de trem depois de anos abandonado foi transformado em parque linear e hoje abriga mais de 200 espécies de plantas. Na Europa muitos países aderiram a tecnologia dos telhados verdes. Na Alemanha 17% das casas já tem telhados verdes. Com a escassez de espaços para as áreas verdes no nível do solo nas áreas urbanas, uma das soluções recorrentes atualmente é a elevação desses espaços verdes.

Para resolver o problema da circulação de pedestres na área do Terminal Barra Funda e para colaborar na captação de águas pluviais, assim como criar uma nova área verde na região, a conclusão é retirar a cobertura existente do terminal e criar essa nova estrutura que integre tudo isso, além de criar um espaço de convivência, revitalizando toda a área.

O processo da construção tem um impacto muito significativo nos recursos ambientais, os resíduos gerados pela construção constituem uma enorme proporção no volume dos aterros. Na construção de estrutura metálica esses resíduos são reduzidos ao mínimo, sendo a maior parte recicláveis. Além disso, esse tipo de estrutura pode ser facilmente adaptada a novos requisitos funcionais durante o ciclo de vida do edifício, de acordo com as suas necessidades. Um processo racional na construção, na ampliação e na demolição, evitando perdas e desperdícios em todas as etapas de vida do empreendimento.

Participação nesta pesquisa dos colegas: arq. Alessandra Dokter Palomo, arq. Rachel Singi Siqueira, arq. Camila Consani, arq. Carlos Henrique Bastos Gatt, arq. Jhonny Christian de Holanda

#sustentabilidade

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